10 de janeiro de 2007

Ice Age 2

Ice Age 2 --- 7/10

Já tinham passado 4 anos desde o primeiro "Ice Age" e já na altura o filme mostrou que tinha muito para dar, e além disso, conseguiu criar uma personagem que hoje é falada por muitos! Quem será perguntam voces: claro que falo do nosso amigo esquilo (Scrat) paranóico em arranjar o maior numero possivel de bolotas. Se no primeiro filme ele apareceu uma ou duas vezes, neste podemos deliciar-nos com as suas aventuras muito mais vezes e sem dúvida que essa são as partes mais divertidas do filme, e no fim de tudo ele ainda nos surpreende com uma particulariedade.

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Mas, esta pausa de 4 anos não serviu apenas para descanso, muito pelo contrário, desta vez todos os nossos antigos amigos voltam, Manny o mamute, Sid a preguiça, Diego o tigre dentes de sabre, mas desta vez também traz uns amigos, Ellie uma mamute interpretada por Queen Latifah, Eddie e Crash duas gambás interpretadas por Josh Peck e Sean William Scott respectivamente. Estes dois ultimos também protagonistas das cenas mais cómicas e que estão sempre a meter-se com todos!

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Em relação à história também está muito bem conseguida: temos os problemas do Manny por pensar que é o ultimo mamute ao cimo da terra, os problemas do Diego em relaçao à agua continuam, o Sid continua a ser considerado um falhado, mas agora, estes 3 amigos vão ter de se juntar a outros 3 também com os seus problemas (alguns com problemas existenciais) para poderem sobreviver ao aquecimento global (problema esse bem real). Mas como já disse, o esquilo Scrat foi o que mais interesse despertava ao público, e isso deu para ver numa sala esgotada em que todas as pessoas riam ou fazia barulhos tipo "aawwwhhhhh", "oooohhhhhh" cada vez que o nosso pequeno amigo fazia alguma das suas.

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Atrás já tinha falado do descanso de 4 anos que não só foi para descansar mas sim também para tornar todo o mundo de "Ice Age" muito mais realista. Se no primeiro filme tinhams um filme com uma imagem mais "cartoonesca" desta vez esse aspecto mantem-se mas consegue ser visualmente mais deslumbrante, que o diga a cauda do Scrat que desta vez está mais farfalhuda e também que o digam os pelos de todos os outros animais. Um desafio neste filme foi sem dúvida a água que abunda no filme, e diga-se que está muito bem feita e por vezes consegue atingir um realismo impressionante, ou seja, nestes 4 anos os avanços técnicos foram mais que muitos!

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Ainda antes de concluir esta minha critica, tenho de dar os parabéns às vozes dos actores que continuaram muito boas tal como no filme anterior e as novas escolhas para as novas personagens também foram muito boas. Agora sim, para concluir, resta dizer que este filme é um bom filme não só para crianças mas como também para adultos, aliás, a sala era maioritariamente ocupada por adultos e crianças eram raras. Aconselho!

9 de janeiro de 2007

Scary Movie 4

Scary Movie 4 --- 3/10

Eu por norma não gosto de dar notas tão baixas a filmes porque no minimo eles conseguem divertir-nos por um pouco, mas se há coisa que eu ainda nao gosto mais sao maus filmes!
Se o 1º filme teve piada por ser a novidade e até conseguir gozar bem com pontos altos de filmes de terror os restantes filmes que se seguiram já não o conseguiram. Depois do 1º ter sido engraçado o 2º começa logo a pecar com falhas enormes, depois segue-se o 3º sem ponta por onde se pegar mas mesmo assim melhor que o 2º e este 4º capitulo simplesmente mantem o nivel do 3º, que mesmo assim não é bom. Sei que sou capaz de ser esfolado vivo por estar a falar tão mal deste filme (coisa que já tinha feito anteriormente milhoes de vezes) mas a verdade é que não passa de um filme sem sentido nenhum que nao faz mais do que esboçar numa pessoa um sorriso.

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Mas falando mesmo deste 4º filme: os actores enfim...já se sabe o que são, acredtio que a actriz Anna Faris seja capaz de fazer outros papéis, é que os filmes que ela ate hoje já fez não mudaram muito a ideia das capacidades de representaçao que temos dela. De resto, nao me parece que depois de entrarem nestes filmes os restantes envolvidos sejam capazes de arranjar papeis que realmente vao valer a pena.

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A história do filme, bem qual história ? é que as vezes podiam aproveitar bem melhor o que têm nas mãos. Chegou a uma altura do filme em que eu fiquei a pensar "mas como é que esta cena insere-se aqui?" porque por vezes eles punham certas cenas que estavam a gozar com certos filmes mas que na sequencia da história deste Scary Movie não encaixava minimamente e uma pessoa ficava meio à nora!

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Eu pessoalmente gosto de humor com pés e cabeça (ou seja, humor inteligente), não gosto de cenas estúpidas que uma pessoa é obrigado a rir de tanta estupidez junta em tão curto espaço de tempo.
Resumindo e concluindo, se querem um filme em que não pensem e que nao faça sentido nenhum e que quando saiam da sala já nem se lembrem sequer de ter estado na mesma, este é o vosso filme. Pelo contrário, se têm "amor" pelos vossos 5 euros e não querem perder tempo a ver futilidades, então fujam enquanto podem, porque mais tarde ou mais cedo ele vai-vos apanhar, nem que seja na SIC às tantas da noite.

8 de janeiro de 2007

Ultraviolet


Ultraviolet --- 5/10

Existe muita coisa neste filme que resultou e outras tantas que não resultaram, mas no geral, este filme enche o proposito para que foi feito, divertimento! Já na altura em que apareceu o logotipo da Screen Gems que comecei a gostar duma coisa, a banda sonora! Digam o que disserem de mal do filme, a banda sonora está simplesmente muito boa. E se vão ver um filme, já com a ideia pré-feita de que o filme é mesmo mau, então mais vale estarem quietos!

Outra coisa que também estava bem conseguida no filme era o aspecto visual do mesmo. Com um baixo orçamento conseguir usar o mesmo equipamento de filmagem que foi usado para filmar o Star Wars: Revenge of Sith e ainda depois disso obter um visual estimulante, é um grande desafio e um grande feito!
As cenas de luta também estão muito bem coreografadas. Por vezes existem certas falhas, cenas que poderiam ser desnecessárias, mas nada que afecte o filme nesse aspecto. Nas partes das lutas poderemos encontrar referencias aos mais inumeros filmes, mas isso é em todos os filmes que aparecem! A diferença entre eles reside na aptidão que têm para as conseguir fazer com melhor ou pior qualidade. No Ultraviolet, não estão boas nem estão más! Claro que quando comparadas com filmes como Kill Bill ou Equillibrium, este filme podia ter feito muito mais, mas se formos bem a ver, há por ai filmes que fazem as coisas de maneira pior e ninguém se queixa.

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Completamente estonteante, esteve, sem dúvida, Milla Jovovich. Seja em que filme for, esta actriz consegue-me captar toda a atenção e neste filme, chegou ao ponto de me conseguir fazer acelerar o meu ritmo cardiaco em alturas que o da sua personagem também o tinha acelerado. Como é obvio nao vou dizer que alturas foram essas, porque devem ser as melhores partes do filme, mas que conseguiu tocar-me, lá isso conseguiu. A relação entre ela e Cameron Bright também está muito credivel, nada de espetacular, mas conseguiu ser o suficiente. Dou aqui só um destaque ao actor Nick Chinlund que não teve um desempenho nada agradável, de certeza que conseguia fazer melhor, mas vamos pensar que ele foi afectado por não lhe entrar oxigenio suficiente pelas narinas. Para resumir, o filme não está tão mau quanto o pintam e até se vê muito bem.

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E já agora, o truque para ver qualquer filme que seja é simplesmente libertar a mente, deixar-mos o filme dar o que tem a dar ao espectador. Só assim, podemos tirar o melhor que ele nos tem a oferecer e mais tarde, quando pensarmos no filme, talvez encontrarmos os seus pontos fracos, mas se começamos durante o filme a pensar nisso, pronto, nem que seja filme nomeado para Oscars irá para nós ser o pior tempo passado no cinema! É que já não é a primeira vez que filmes deste género em que tem uma grande parte de imaginário obtêm uma classificação muito baixa somente porque as pessoas não sabem aproveitar o que têm à frente.

7 de janeiro de 2007

Stay


Stay --- 8/10

Posso dizer com todas as certezas que este é um dos filmes mais "contorcidos" que já vi. É capaz de nos deixar completamente desnorteados sempre a pensarmos no que se estará a passar, e à medida que chega o grande momento da verdade, começamos a ficar cada vez mais ansiosos por saber o desfecho da estrondosa história que temos em "mãos" e acaba com um final completamente brilhante!

Agora falando em vários aspectos do filme, a realização é logo o que mais se destaca! Cada momento é filmado e editado de forma soberba e tudo se encaixa como um só! Para quem tenha visto (ou vá ver este filme) e que também já tenha visto o Finding Neverland (do mesmo realizador) vai-se aperceber que realmente trata-se do mesmo e que ele tem uma maneira muito peculiar de realizar.

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Os actores, Ewan McGregor, Ryan Gosling e Naomi Watts estiverem completamente espectaculares nos seus papeis! Bob Hoskins também esteve perfeito para o papel, o seu momento alto com Ryan estava muito bom. Mas claro que o grande destaque vai mesmo para Ewan Mcgregor e Ryan Gosling, uma dupla completamente explosiva!

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Agora, o que mais neste filme tem grande valor é mesmo a história. São daquelas histórias que raramente se encontram nos filmes, ou então se elas se encontram lá nunca sao aproveitadas como devem ser, mas neste filme, cada frase, cada palavra, tem o seu significado que no fim tudo é encaixado na perfeiçao! Eu não sei que se possa dizer mais sobre este filme sem cair no risco de contar alguma parte do filme o que depois acabava por estragar a surpresa. Só digo uma coisa, o choque final do filme é surpreendente! Aconselho todos a verem este filme!

6 de janeiro de 2007

The Producers


The Producers --- 7/10

Mais uma vez Mel Brooks volta a satirizar todos os podres de uma sociedade de uma certa época e nada escapa à sua onda de humor! Isto sem dúvida que é o melhor que está no filme, o seu argumento, aliás, sendo a peça um sucesso não é de admirar que ele a trouxesse para o cinema visto também ter sido ele a escreve-la para o teatro. Já há algum tempo que não surgia um musical, e quando surge e com esta qualidade, é muito bom! Houve momentos de puro riso por realmente ter piada e não por serem cenas ridiculas (finalmente uma comédia inteligente depois de Scary Movie 4).

Em relaçao aos actores, dupla Nathan Lane e Matthew Broderick está estupenda, havendo muita química entre os actores e mesmo a grande Uma Thurman consegue brilhar no meio destes dois actores. E outro aspecto a ter em conta é que os actores cantam mesmo com as suas vozes, o que é muito bom nos dias de hoje em que um actor nao se pode limitar somente a representar, claro que os duplos existem para tapar certas "falhas" nos actores, mas de certeza que se nao forem necessários será muito melhor tanto para o actor que encarna muito melhor a personagem e para o realizador que nao tem de recorrer a sucessivos cortes e mais cortes e mais edições para que não se note que quem está à frente da camera não é mesmo o actor.
As músicas não podiam ser melhores...eu dei por mim a abanar-me enquanto as músicas estavam a dar e todas as sequencias estão muito bem conseguidas, cheias de brilho e cor!

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A história não podia também estar melhor, um produtor de teatro ve-se cada vez mais deprimido com a sua falta de sucesso, mas quando o seu contablista sem querer menciona uma soluçao para todos os seus problemas, ambos juntam-se para produzirem o maior fiasco de todos os tempos, pois chegaram à conclusão que ganham mais dinheiro produzindo um fiasco do que com um sucesso. Então até conseguirem produzirem a peça terão de precorrer um longo caminho: encontrar a pior história jamais escrita, o pior guarda roupa jamais feito, os piores actores ao cimo da Terra, enfim, tudo do pior para que nada corra bem nesta peça! E é exactamente neste percurso que nos vão ser dadas as grandes cenas de comédia que o filme tem para oferecer.

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No geral, sem dúvida que The Producers é um bom filme, mas vendo as notas que andam a dar ao filme penso que sejam um pouco exageradas, talvez porque já todos os espectadores/criticos estavam desejosos de uma boa comédia e quando surge uma é muito sobrevalorizada, mas com isto nao quero dizer que nao seja bom, muito pelo contrário, mas aonde quero chegar é que existem muitos exageros por ai. Mas vejam este filme que está muito bom e vai ser de certeza dinheiro bem gasto.

5 de janeiro de 2007

TransAmerica


TransAmerica --- 8/10

Este sem dúvida é um daqueles filmes que nos deixa a pensar. Será que realmente estas pessoas que querem mudar de sexo não se sentiram melhor ao o mudarem? e porque é que a humanidade os ve com tao maus olhos? Será que cada um não tem o direito de ser livre e ter a oportunidade de escolher os caminhos que quer seguir? Enfim, muitas questões são levantadas neste filme, contudo a resposta é muito simples, só que a maioria das pessoas não a quer ver nem admitir. A humanidade neste tipo de coisas ainda é muito fechada, nao digo que seja a sua totalidade (e ainda bem que nao é) mas uma grande parte ainda o é, infelizmente.

Mas falando agora do filme propriamente dito, Bree (Felicity Huffman), antes de se empenhar em tornar mulher era Stanley, um homem que nunca se sentiu bem no corpo que tinha e que nunca fora feliz. E é exactamente aqui que a história se passa, na busca da felicidade e na luta que tem de ser travada até que a tal felicidade seja adquirida. Contudo, uma semana antes da sua ultima operaçao para se tornar uma mulher a 100% algo se poem no seu caminho, um filho! Um filho (Kevin Zegers) que Bree ainda fez quando era o Stanley. O seu filho entra na sua vida quando este é preso e tendo apenas o seu pai vivo as autoridades entram em contacto com ele, contudo, já muito teria passado desde que Stanley fora pai sem saber. Depois de Bree falar com a sua piscolga acerca deste assunto ela ve-se obrigada a nao lhe dar a autorização para a sua operaçao, pois apercebe-se que esta ainda tem problemas pendentes antes de poder começar a sua nova vida. Sem mais demoras, Bree vai juntar-se a seu filho sem que ele saiba e vai tentar endireitar-lhe a vida, proporcionando por vezes momentos engraçados mas ao mesmo tempo momentos bem sérios quando nos apercebemos do que realmente se está a passar.

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Este filme, como já deu para perceber, conta com um argumento muito bom. Claro, que todo este argumento não teria sido nada se nao fosse muitos outros factores como os Actores, Realizador...e por falar em Realizador, Duncan Tucker, ainda que completamente desconhecido no mundo da 7ª arte, este realizador/argumentista conseguiu criar um filme completamente brilhante em que cada segundo do filme vale para se poder apreciar esta história.
Outro ponto forte do filme é sem dúvida os actores. Felicity Huffman, que estamos habituados a ver como dona de casa desesperada (Desperate Housewives) consegue criar uma personagem de tal modo credivel que nos esquecemos que é ela que está por baixo de toda aquela maquilhagem e debaixo daquele vozeirao que ela faz para que ainda seja possivel perceber que mesmo que a personagem queira ser uma mulher, ainda temos uma ideia de que antes teria sido um homem. Outro actor que faz um optimo trabalho é o Kevin Zegers, que possivelmente seja conhecido pelas suas aventuras em Air Bud, Komodo ou na serie Smallville. Este actor também não tem um papel facil pela frente, e pelos papeis que antigamente interpretou confesso que estava com receio em ver como se ia sair, mas mais uma vez, um bom argumento e boas capacidades de representação foram o suficiente para que ele mostrasse o que valia.

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Não há muito mais que se diga acerca deste filme, porque basicamente o filme tem muita coisa que não pode somente ser dita mas sim vista e apreciada. Este filme teve nomeaçoes para Oscars, sendo um deles o de Melhor Actriz para Felicity Huffman, e é assim mais um filme em que concordo completamente com as suas nomeaçoes que foram muito bem entregues, foi pena não ter ganho para melhor actriz, porque vendo bem acho que o Oscar não foi muito bem entregue, mas agora nada a fazer, e a Felicity de certeza que vai conseguir surpreender mais vezes ao ponto de poder ganhar um Oscar.
Vejam este filme, não o percam!

4 de janeiro de 2007

Mission: Impossible 3

Mission: Impossible 3 --- 7/10

Era inevitavel que este grande sucesso de bilheteiras nao tivesse mais um filme...o k seria de esperar é que se calhar mantivesse a (menos boa) qualidade do 2º, o que acabou por não acontecer. Enquanto que nos seus antecessores nao nos era mostrada quase nada da vida pessoal de Ethan Hunt, este pega exactamente nesse ponto, a vida dele. Acho que logo a partir dai é um ponto a favor do filme, porque foi capaz de se libertar da formula que já vinha a usar desde os outros dois filmes. Neste filme vimos um Ethan Hunt já pronto para assentar, já prestes a dar o ultimo passo para que nunca mais volte à vida que levava, contudo algo acontecesse que o "obriga" a regressar. E é a partir daqui que tudo se começa a desenrolar, levando a algumas surpresas e twists. Também se pode dizer que este filme seja mais sentimental que os outros, o que é normal, já que vamos andar a ver a vida de Ethan, mas graças a Michelle Monaghan podemos relacionar-nos mais com Ethan pois apercebemo-nos que afinal ele também tem uma vida como todos nós (ou por menos deseja-a ter).


Depois de o primeiro filme ter sido realizado por Brian De Palma, e o segundo por John Woo, é chegada a vez de um "especialista" nas àreas da espionagem realizar este terceiro filme, e estou a falar de J.J. Abrams ( criador da série "Alias" e "Lost" ). Para quem siga de perto as suas séries, principalmente "Alias" apercebe-se logo no inicio do filme de vários toques (se não mesmo tiques) que ele costumo fazer, como começar o filme pelo fim, ou os planos cheios de movimento tão caracteristicos de "Alias" (talvez quem veja a serie e depois tenha visto o filme saiba do que estou a falar). Na realizaçao não há muito mais que se diga, também não é que surpreenda, mas é muito bom ver um realizador de TV fazer um trabalho tão bom no cinema. Além de ser agradavel de ver também é muito positivo para J.J.Abrams. Ainda voltando à história mas desta vez falando no que respeita ao J.J. Abrams, sem dúvida que também se nota que o filme foi escrito por ele (não só por ele, mas também por ele), por variadas razões: os encontros a 2 em lugares calmos, os preparativos para as missoes, as reunioes sempre muito intensas, enfim, tudo caracteristicas que ele usa mais uma vez na série "Alias" (é impossivel não comprar o filme á serie "Alias" porque são as duas coisas do mesmo género e têm a mesma pessoa atrás dos projectos).

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No que respeita aos actores, nada a apontar em especial. Talvez a personagem de Philip Seymour Hoffman pudesse ter tido mais algum protagonismo, foi pena um actor tão bom ter sido pouco aproveitado. Michelle Monaghan também esteve muito bem no seu papel, e depois de ter visto o que fez em "Kiss Kiss Bang Bang" não era de esperar que fizesse um mau trabalho. Em relaçao a Tom Cruise, enfim, há muito que se diga da sua vida pessoal (como todos nós sabemos) mas para o filme isso nao interessa nada, o melhor mesmo é deixar-mos de pensar no que ele fez e prestar atenção ao que ele está a fazer naquele momento e pronto. Acho que só assim também fui capaz de ter gostado do papel dele no filme. Ele tem a vida pessoal dele, mas desde que faça os filmes sem que misture as coisas, por mim, nem que fosse drogado (...ok, ele as vezes aparenta estar meio "pedrado" mas é mesmo o seu estado natural), mas ele no filme nao surpreende nem desilude, mantem-se Ethan Hunt. Contudo, vou ter de dar aqui um destaque especial a quem eu menos esperava dar, Jonathan Rhys Meyers. Eu nunca gostei do actor, nao digo que os papeis dele sejam maus, mas simplesmente era daqueles actores que eu não conseguia ver à frente, mas por mais estranho que pareça eu estava sempre desejoso que ele voltasse a aparecer no ecrã porque as cenas com ele eram sempre (ou na sua maioria) divertidas. Talvez a partir de hoje eu passe a ve-lo com outros olhos e quem sabe, deixe de o detestar como detestava.

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Mais uma comparaçao às séries de J.J. e ao filme está prestes a surgir: a banda sonora do filme que está espetacular. Michael Giacchino, que compos as musicas para "Alias", "Lost", "Sky High", "The Family Stone" e videojogos recentes que contam com uma banda sonora espetacular. J.J. mais uma vez trouxe o que tinha de bom em "Alias" e juntou-o a "M:I 3", ou seja, como se começa a tornar obvio é impossivel separar as coisas. A qualidade das séries transpoem-se para a qualidade do filme. Não que prefira o filme à serie "Alias" (porque não prefiro..."Alias" está muito melhor, de longe), só que tornam o filme muito melhor.

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Não há muito mais que se possa dizer acerca do filme, acho que o melhor é mesmo o irem ver, porque está muito bem conseguido.