17 de janeiro de 2007

Memoirs of a Geisha

Memoirs of a Geisha --- 7/10

E foi neste sábado que fui ao cinema ver este filme. Estava com grandes esperanças em relaçao a este filme pois tinha (e têm) grandes hipoteses de ser um dos filmes que mais furor irá causar na grandiosa noite dos Oscars. Contudo, não surpreendeu tanto como prometia surpreender. O que terá corrido mal? E o que terá corrido bem para que ainda possa levar alguns prémios para casa? Pois bem, contamos com um bm leque de actores, que talvez sejam ainda um pouco desconhecidos cá em Portugal, talvez que tenha visto o Tigre e o Dragão (Crouching Tiger, Hidden Dragon), o Ultimo Samurai (The Last Samurai) ou A Casa dos Punhais Voadores (House of Flying Daggers) vá estar familiarizado com a maioria das caras deste filme e saberá que o leque de actores sabe muito bem o que faz e que estava perfeitamente escolhido. Melhor era impossivel e em termos de representações foi do melhor que podia haver. A história estava também muito bem contada, cheia de intriga, amor e traiçao, e quando a mesma história é pegue por um bom realizador, Rob Marshall (Chicago), podiamos já à partida esperar um bom filme. Penso que aqui um dos problemas que se levantam talvez seja a duraçao do filme. Penso que tenha sido o tempo certo para contar tudo o que aquele filme tinha para contar, pois o filme começa até bem rápido mas depois ao longo do tempo vai perdendo um pouco do ritmo que aparentava ter. Por exemplo, o King Kong mesmo tendo 3 horas de filme, nao aparentou demorar tanto tempo devido ao ritmo que o mesmo tinha. Nao que possam ser comparados ambos os filmes, de maneira alguma, mas era so para me explicar melhor em relação a um dos pontos menos bons (porque nao foi mau ver aquele filme durante 2h20min). Agora, resta esperar para ver quantos prémios irá levar. Não sei que filmes irão estar nomeados, mas este sem duvida nomeado para melhor guarda roupa vai estar nomeado, assim como melhor realizador, talvez actriz principal ou no minimo actores/actrizes secundários(as). Mas nada melhor como chegar dia 21 de Fevereiro para sabermos os nomeados.

16 de janeiro de 2007

Munich

Munich --- 6/10

A expectativa era grande visto estar nomeado para alguns Oscars e tendo a história que tinha e os actores que tinha, tudo apontava para um filme bom. E até foi bom, mas o filme fica melhor se o virmos como algo "isolado", sem estarmos a pensar que aquilo sao factos reais e que aconteceu mesmo, por menos a parte que todos conhecemos, sabe-se que aconteceu, depois dos incidentes ocorridos é que já é outra conversa. Mas voltando ao filme, é realmente um bom filme como já disse, mas se estivermos a pensar muito no que se passou e começarmos a racicionar um pouco apercebemo-nos que aquilo é capaz de estar a mostar somente um lado da moeda. Não que seja uma surpresa isso ter acontecido, mas talvez seja isso que estraga um pouco o filme, porque torna-o bem banal como todos os outros que fazem exactamente o mesmo. Dos actores nada se pode dizer que também já nao se saiba, eles sabem muito bem o que estão a fazer, e tendo em conta trabalhos anteriores em que participaram só podemos esperar um bom trabalho da parte deles. Da parte da realizaçao, não é que esteja má, mas nao trouxe nada de novo. Estando isto para Oscars, nao sei, falta ali um elemento qualquer que talvez outros filmes tenham, porque este não tem nada que realmente fiquemos a pensar "Ah sim claro, isto merece oscar"...quer dizer, não é bem assim, no que respeita à banda sonora tenho de dizer que estava bem bom, talvez um dos pontos fortes do filme. Mas, também como já disse na Preview deste filme, a concorrencia também é forte...por isso vai ser dificil.

Concluindo, um bom filme que se ve muito bem mas que, na minha opinião, não merecia estar nomeado para alguns dos premios.

15 de janeiro de 2007

Derailed

Derailed --- 6/10

Neste filme é-nos contada a história de um homem e uma mulher que fartos da sua vida entediante e rotineira decidem quebrar as regras do casamento e começar a ter um caso. Estava tudo a correr bem até que decidem ir para um hotel onde mais tarde no quarto acabam por ser apanhados em flagrante por um assaltante que mais tarde se vai aproveitar da situaçao.
A história não é má de todo, por acaso até tem a sua piada, mas penso que depois de tantos filmes deste genero este realmente não inova nesse sentido (nem inova em nenhum). Nos papéis principais temos Clive Owen (Sin City, Closer), Jennifer Aniston (Friends) e Vincent Cassel (Oceans Twelve) que conseguem realmente fazer um trabalho bem bom, contudo no inicio do filme, parece que falta ali qualquer coisa entre o Clive Owen e a Jennifer Aniston, não existe a quimica necessária para que o filme corresse logo desde o inicio como seria de esperar, mas também, eles depois do inicio sao raras as vezes que se encontram e nessas restantes ver conseguem recuperar o filme. Mas pronto, não há muito mais que se diga do filme, ou talvez haja, mas pode cair-se no risco de contar a história e isso não convem porque talvez o melhor do filme seja a surpresa, o twist, que existe lá algures entre 1h40min bem passada dentro do cinema. Aconselho a verem este em vez de irem ver algo que seja Dick & Jane ou o Agente Acidental.

14 de janeiro de 2007

Brokeback Mountain


Brokeback Mountain --- 8/10

De todos os filmes nomeados para Oscars na mesma categoria em que este filme também se encontra, parece-me que seja o unico que realmente lutou para merecer o lugar. Depois de ter criado expectativa à volta de Munich e Memoirs of a Gueisha (e depois das mesmas nao terem sido devidamente correspondidas), neste filme fiz exactamente o contrario...nao criei nenhuma e parece que resultou para que eu pudesse apreciar de uma maneira mais correcta o filme e ser ele a ter de me cativar e nao um trailer bem construido. A história passa-se à volta da vida de 2 cowboys que se envolvem durante um trabalho de verão. Tudo começa como uma simples amizade mas o isolamento trata de os aproximar cada vez mais. Tudo está bem até que o trabalho deles termina e veem-se obrigados a prosseguir a sua vida cada um para seu lado, mas o que se passou em Brokeback Mountain é forte demais para que ambos se esqueçam assim tão facilmente. Ao tentarem ajeitar as suas vidas, cada um com sua esposa e filhos, eles começam a contactar-se e nunca deixam de se encontrar o que vai fazer com que ainda arranjem mais problemas para a vida de ambos. Esta é a história do filme e que realmente no filme é pegue de uma maneira que só Ang Lee consegue fazer, assim como fez em Hulk, além de haver muitas pessoas que não perceberam a sua intenção com o filme e de estarem somente à espera de lutas e efeitos especias quando o realizador se focou mais nos sentimentos das personagens, sentimentos esses que volta a pegar na perfeição neste seu ultimo filme. Dos actores, penso que de Jake Gyllenhaal (Donnie Darko) já todos sabemos que iria fazer um óptimo trabalho, agora o que, eu por menos, estava à espera era de ver como o Heath Ledger (A Knight's Tale) iria voltar ao grande ecrã depois de tantos filmes que o deixaram um pouco marcado, mas admito que estava melhor do que esperei. Do realizador, já falei dele, realmente fez uma obra unica. Também não podemo-nos esquecer do restante leque de actores que também esteve à altura do filme. Sempre pensei que a Anne Hathaway (Princess Diaries) fosse armada em Princesa para o filme, mas na verdade foi uma bela surpresa ver que conseguiu safar-se no filme. De Michelle Williams (Dawnsons Creek), também já estamos habituados a ve-la em diferentes papeis e pelo que aparenta, também sabe pegar muito bem nas personagens e aqui não foi excepçao. Para concluir, um filme muito bom que é capaz de ir levar muitos dos Oscars para casa (e bem merecidos são) e de certeza que não será somente para mostrar que os Estados Unidos são ou nao homofobicos. Aconselho!

13 de janeiro de 2007

Aeon Flux

Aeon Flux --- 6/10

Baseado na série animada da MTV criada por Peter Chung, "Aeon Flux" passa-se 400 anos num futuro não muito próximo, quando uma infecção matou quase a totalidade da população viva da Terra excepto para uma cidade protegida, Bregna, governada por um congresso de cientistas. A história centra-se em Aeon Flux (Charlize Theron), uma optima agente pertencente a um grupo rebelde chamado Monicans - liderado por Handler (Frances McDormand). Quando Aeon é enviada numa missão para matar o lider do governo, Trevor Goodchild (Marton Csokas) ela descobre um Mundo cheio de segredos.

Sem dúvida que neste filme a sua mais valia é a história perfeitamente retirada da série animada (que na minha opinião também só prestava a história porque em termos de desenhos não me encantavam muito). Claro que Charlize Theron e grande parte dos actores do filme também estiveram muito bem, mas se não fosse ter o suporte de uma boa história por trás e este filme teria ido completamente pelo cano abaixo e talvez tivesse marcado a Charlize Theron não por um lado muito agradável. Eu antes de ter ido ver este filme andei a ver o trailer e sempre tive de pé atrás em relação à Charlize, não é que ela tenha mostrado razoes para isso em filmes anteriores, mas no trailer nao parecia estar lá muito bem, mas agora posso confirmar que estava. Em relação ao resto do filme, não há muito mais que se diga. É um filme de acção, com cenas de acção quanto baste (nem muitas nem poucas, o numero certo), um ambiente que também não espanta mas também não está nada mau e lá com umas reviravoltas na história. Aconselho a verem porque na minha opinião não foi dinheiro mau gasto. Um filme que se vê muito bem. Nada muito mais se pode dizer.

12 de janeiro de 2007

Walk The Line


Walk The Line --- 7/10

Também nomeado para os Oscars (Melhor Actor Principal, Melhor Actriz Principal, Melhor Guarda Roupa, Ediçao, Mistura de Som ), conta-nos a história da vida de Johnny Cash que cantava musicas empoladas e corajosas de dor e sobrevivência, que falavam da vida real, como ninguém tinha ouvido antes. O dia em que ele entra para os Sun Studios, em Memphis (que mais tarde viriam a ser muito famosos) foi o início da sua electrizante carreira como pioneiro de um som ferozmente original, que abriu caminho para as imortais estrelas do rock, country, punk, folk e rap, companheiros dos seus "tours" selvagens: Elvis Presley, Carl Perkins, Roy Orbison, Jerry Lee Lewis e Waylon Jennings. O filme à primeira vista pode parecer como muitos outros que querem mostrar o que realmente houve de bom na América e que depois fazem com que pareçam todos uns coitadinhos, mas na verdade (e pelo pouco que eu sei da vida deste senhor) pareceu-me que o filme todo conseguiu resistir à mesma etiqueta que se poem a todos os outros filmes deste género! Mesmo o meu "ódio" pelo actor Joaquin Phoenix continuar a insistir em permanecer eu tenho de admitir que ele esteve muito bem neste filme, mas melhor ainda esteve a actriz Reese Witherspoon que se levar o Oscar para casa de Melhor actriz nao será nada mal entregue, visto que para mim as melhores partes do filme foram quando haviam as musicas e principalmente quando Joaquin e Reese contracenavam no filme, e parece que os 6 meses que eles andaram a treinar juntos para cantarem resultaram perfeitamente para que houvesse uma grande quimica entre ambos. De resto, penso que o que se possa dizer é que eles até nao cantaram nada mal, principalmente ela que foi uma grande surpresa. Falar mais do filme era contar a vida de Johnny Cash e para isso temos o filme, que deve (minimamente) tentar contar com grande veracidade a vida do cantor. Para dizer a verdade, o filme foi uma bela surpresa que aconselho nao só a amantes da música de Johnny Cash como também aqueles que querem ver um bom filme.

11 de janeiro de 2007

V For Vendetta


V for Vendetta --- 9/10

Por mais coisas que possa dizer e que queira dizer para poder exprimir o quanto gostei e venerei este filme não vao ser bastantes. Por mais estranho que pareça, um filme que era capaz de ser bom mas somente até certo ponto em que iria surgir alguma falha mais relevante torna-se num filme que é capaz de deixar qualquer um estupefacto com a estupenda e magnificamente história bem contada deste filme, que à primeira vista é banal, mas que da maneira como é empregue consegue tocar em todos os problemas que esta reles humanidade ainda possui. Mas primeiro, vejamos a tal história:

Na paisagem futurista de uma Inglaterra totalitária, V de Vingança conta a história de uma pacata jovem chamada Evey (NATALIE PORTMAN), que é resgatada de uma situação de vida e morte por um homem mascarado, conhecido apenas como “V”. Incomparavelmente carismático e extremamente abilidoso na arte do combate e destruição, V inicia uma revolução quando convoca seus compatriotas a erguerem-se contra a tirania e opressão. Enquanto Evey descobre a verdade sobre o misterioso passado de V, ela também descobre a verdade sobre si mesma – e emerge como uma improvável aliada na culminação do plano de V, para trazer liberdade e justiça de volta à sociedade repleta de crueldade e corrupção.


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Agora voltando ao filme, sem dúvida que somente pela misteriosa personagem que porta uma máscara uma pessoa fica minimamente tentada a querer descobrir todos os seus segredos e a querer saber o objectivo da mesma. Também, essa foi a máscara que tornou o papel de Hugo Weaving num verdadeiro desafio às suas capacidades de actor, e se por acaso havia alguma duvida de que ele não conseguiria pegar no papel como devido, essa duvida é totalmente apagada pela estonteante representaçao que ele faz! Sem a sua expressao (nem mais nenhuma) para poder transmitir ao espectador o que lhe vai na alma teve que recorrer à fala e a gestualidade para que conseguisse transmitir a mensagem correcta, e trabalho esse que foi feito de forma arrebatadora! É espantoso o que ele fez no filme... Em relaçao à Natalie Portman, ela também conseguiu fazer o seu trabalho impecavelmente, e o que ela passou para por-se na pele da personagem foi igualmente bem conseguido, contudo, Hugo Weaving consegue deixar a sua marca por mais tempo no espectador.

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O argumento neste filme também é um dos aspectos que mais se destacam neste filme. Os irmaos Larry e Andy Wachowski fizeram um optimo trabalho nesta adaptaçao da BD para o cinema! Dava gosto ler diálogos tão bem feitos (ou mesmo o monólogo inicial do nosso amigo V que conseguiu 'disparar' uma frase repleta de V's e mais V's e que todos eles se encaixavam na perfeiçao e que caracterizam, a si e ao seu objectivo, de maneira perfeita).
Esperar uns meses por este filme e no fim sair de lá ainda com as expectativas completamente preenchidas e ainda com bónus é daquelas obras que cada vez menos se vêem no cinema e que quando surgem são como uma lufada de ar fresco, o que acaba por prejudicar os filmes que se seguem pois ficam sempre ainda tapados pelo sucesso do seu antecessor.

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Para acabar, um excelente filme, em que cada centimo pago pelo bilhete será muitissimo bem gasto, não só pelo grande trabalho de representaçao ou pela história mas também pelos momentos unicos que o filme é capaz de proporcionar em duas horas! Aconselho!